É sábado de manhã, acordo com uma ligação do Jhon, ele aceitou o convite que fiz noite passada e virá posar aqui. Ele diz que está no centro já e logo chegará. Hoje é o grande dia, penso. Levanto bem rapidinho e corro pro banheiro. Escovo os dentes, lavo o rosto e passo um creme porque sei que ele gosta. Vou até a cozinha e começo a preparar o café da manhã. Fico pensando se ele lembrou do que chegaria hoje. Não acho que ele esqueceria, afinal, nós lutamos tanto por isso. Coloco o café passar e começo a arrumar a mesa. Preparo um leite com nescau para ele, três colheres de nescau e duas de açúcar, assim como ele gosta. Nunca entendi direito porque colocar açúcar no nescau mas acho que agora já estou me acostumando com as manias estranhas dele. Quando coloco a xícara no microondas ele me liga e diz que já está chegando. Corro para procurar a chave e não a encontro. Começo a ficar nervosa, mas aí percebo que ela estava na minha frente. Vou até o portão. Sempre me perguntei porque tenho que caminhar tanto até chegar lá. Odeio fazer isso. Ele fica me olhando, depois de tanto tempo ainda me olha como se fosse a primeira vez. Fico com vergonha só de pensar. Fico intrigada por ele me olhar ainda ser o motivo de eu ficar corada.
Quando abro o portão, ele me recebe com um beijo curto e um abraço, do jeitinho que nós gostamos. Seu corpo está quente, deve ter vindo correndo da parada de ônibus até minha casa. Ele diz que faz isso por querer aproveitar cada momento ao meu lado, mas acredito que também seja por adorar correr. Ele espera eu fechar o portão e vamos de mãos dadas até a entrada da casa. Ele entra, tira o calçado, e me acompanha até a cozinha. Já falei para ele que não é necessário tirar o calçado, mas ele sempre insiste. Pego o nescau dele, o meu café e me sento ao lado dele na mesa. Ele pega o celular dele e começamos a olhar o face juntos. Depois de conversarmos um pouco, ele diz que tem uma coisa pra mim. Eu fico torcendo para que seja o que eu estou pensando, a ansiedade é tanta que cruzo os dedos em baixo da mesa e repito pra mim mesma "por favor seja, por favor"
Ele coloca uma das mãos atrás das costas e diz pra mim fechar os olhos. Faço o que ele pediu porque sei que nada vai fazer ele mudar de ideia. Ele diz que já posso abrir os olhos, vejo um pacotinho verde, bem fofinho e com alguns desenhos. Pego ele bem rápido e começo a apertar levemente. Meu coração dispara, tem o formato de uma caixinha. Abro o pacotinho e fico feliz em ver que estava certa, era uma caixinha. Um sorriso se forma em meu rosto, um sorriso de felicidade e ansiedade. Um sorriso de conquista e luta. A caixinha era preta, quadrada, nela tinham alguns detalhes que a deixam mais delicada ainda. Eu olhava pra ele e sorria, sem me importar com nada. Em meio a tantos pensamentos acabei esquecendo de abrir.
Quando vou abrir a caixinha, ele me interrompe e diz que não é pra mim criar expectativas, que o que eu estava esperando ainda não estava pronto, que só chegaria semana que vem. Uma tristeza toma conta de mim, meus olhos enchem de lágrima mas seguro para não magoá-lo. Eu não queria aquilo por algo simbólico ou por achar que mudaria alguma coisa no namoro. Era por ser um sonho nosso, planejávamos isso a muito tempo e não tem sensação melhor do que conseguir aquilo que você tanto buscou. Ele me pede desculpas e me da um beijo na bochecha. Eu digo que não tem problema e volto a abrir a caixinha.
Duas alianças. Duas alianças pratas dentro da caixinha, como assim? Eu olho assustada para ele e vejo que ele está sorrindo. Ele me enganou. Ele me enganou mesmo. Não me aguento e começo a dar risada junto e corro para lhe dar um abraço. Sussurro no seu ouvido "bobo" e ele me abraça mais forte. Meus olhos enchem de lágrimas novamente mas minha vontade de ver as alianças é maior ainda. Pego a caixinha e fico olhando elas com um sorriso bobo. São pratas com uma listra dourada no meio. A listra tem uns detalhes em forma de triângulos no meio, o que a deixa mais linda ainda.
Ele pega da minha mão e retira a aliança menor. Suas mãos estão tremendo e é impossível notar o sorriso no seu rosto. Ele segura meu dedo e coloca a aliança com a maior delicadeza, com o maior amor. Logo em seguida dá um beijo em minha mão e diz que me ama. Minha vez, penso eu. Pego a aliança maior e a ajeito. Seguro sua mão, e coloco a aliança em seu dedo. Ou tento colocar. O nervosismo é tanto que fica difícil, sempre pensei que seria a coisa mais fácil do mundo. Quando consigo colocar, corro para lhe dar um beijo. Nos beijamos por alguns segundos e então eu só consigo dizer que o amo mais que tudo na vida, e é verdade. Amar ele me torno uma pessoa melhor. Gosto de pensar que ele é o melhor de mim.
OBS: Essa história aconteceu de verdade comigo. Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida e então resolvi compartilhar com vocês,
OBS: Essa história aconteceu de verdade comigo. Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida e então resolvi compartilhar com vocês,

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